15 de março de 2012

“Minha Casa dá sinais de fracasso na Bahia”, por Por Pacheco Maia

por Por Pacheco Maia

 
Campeã em contratações na primeira fase do Minha Casa Minha Vida para imóveis residenciais destinados a famílias com renda de até três salários mínimos, a chamada habitação de interesse social, a Bahia colhe agora os frutos do fracasso do programa habitacional do governo federal. Das 71.105 unidades contratadas pela Caixa Econômica Federal, apenas 21.749 foram entregues.

Não são poucas as cidades do interior do estado onde as construções de casas populares estão sendo abandonadas pelas construtoras. Depois de Feira de Santana, Itamaraju, Brumado, Camaçari, Lauro de Freitas e outras tantas, Bom Jesus da Lapa, famosa pela sua procissão que atrai milhares de fiéis todos os anos, vive o drama da paralisação das obras de 700 moradias.

As casas populares do Minha Casa Minha Vida em Bom Jesus da Lapa, a exemplo de outras do mesmo programa em Itamaraju e Brumado, estavam sendo construídas pela MDA Construtora. A empresa, como outras do setor, quebrou no final do ano passado.

A MDA não teve fluxo de caixa para concluir as obras, cujos custos aumentaram, mas os contratos firmados com a Caixa Econômica Federal continuaram com valores de 2009, sem reajustes.
A quebra das empresas contratadas pelo programa e o abandono das obras inconclusas vêm deixando uma herança que não agrada os prefeitos, que, de alguma forma participam do programa, e são responsáveis pelo cadastramento dos beneficiários das casas.

No caso de Bom Jesus da Lapa, como em outras cidades, a MDA deixou salários atrasados e não quitou as indenizações trabalhistas dos cerca de 200 operários, que ocuparam as moradias inacabadas. A “invasão dos peões” pelos seus direitos transforma em pesadelo o sonho da casa própria das famílias cadastradas pela prefeitura.

A assessoria de comunicação da prefeitura de Bom Jesus da Lapa informa que o executivo municipal construiu escola, posto de saúde e sistema de abastecimento de água, além de vias de acesso asfaltadas, para dar toda infraestrutura ao empreendimento. “E até o momento, a Caixa Econômica Federal, responsável pela execução do programa, não encontrou uma solução para o problema”, reclama

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