13 de março de 2012

"Estou feliz demais da conta", diz catadora que passou na Ufes com livros encontrados no lixo Bruna Souza Cruz , em São Paulo


É quase possível enxergar o sorriso da catadora de recicláveis Ercília Stanciany da Silva Mozer, 41, na entrevista concedida por telefone ao UOL. O sotaque mineiro também se sobressai enquanto ela conta a nova rotina que, agora, inclui aulas no curso de artes plásticas na Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo).
O dado mais curioso da história é que Ercília encontrou seu material de estudo enquanto trabalhava, ou seja, no meio do material descartado para a reciclagem. "Uma das coisas que mais chamou a atenção foi o desperdício do material", afirma Everaldo Mozer, 47, marido de Ercília. "Acho isso um absurdo isso que estão fazendo: em vez de pegar o livro e doar, joga fora. Se não tem mais utilidade que devolva para escolas, colégios, biblioteca.”
Ercília já pensa em retribuir o que aprendeu: “quando terminar minha casa aqui quero fazer uma biblioteca em um cômodo nos fundos. Quero ajudar pessoas que talvez estejam com o mesmo problema que eu tive".

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